sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

..super women...


...mais uma manhã a caminho do trabalho a cantarolar, rádio sempre a tocar e uma música chamada "super woman". Sorrio...conheço mulheres fantásticas, mas naquele momento há uma que se destaca. Já a vi passar por tanto que digo imensas vezes que quando fôr grande quero ser assim. Quando digo grande não falo em idade, aí a nossa diferença nem é muita, quando me refiro a grande falo de grandiosidade. Refiro-me à tua coragem em quase te reinventares, na tua persistência, na tua força, na tua bondade e na capacidade de nunca teres desistido de acreditar que a felicidade existe. A tua luta foi sem precedentes e quando digo que quero ser como tu é por saber que reencontraste o caminho da felicidade...és para mim um exemplo de dignidade e sobrevivência. És feliz porque o mereces e acredito que a estrela que nos guia é a mesma, e tão bem o tem feito. Se calhar porque foi tão especial para nós, sem ele nunca nos teriamos conhecido, esta familiaridade que vai para além dos laços de sangue nunca existiria. Ainda bem que existe, para mim serás sempre família, mesmo sem o elo que nos uniu, é que os laços do coraçao não se quebram, perduram. Tenho o maior orgulho em conhecer uma super mulher como tu! Ontem, hoje e sempre....

..coisas simples...

...adoro coisas simples...
Ontem disseste : fazes-me bem...
Hoje digo-te: fazes-me tão bem...
É tão simples ...

...um dia no passado...

Neste espaço muito tenho escrito sobre quase tudo: dúvidas, pessoas, emoções, sonhos e hoje até sobre o passado e o lugar dele nas nossas vidas....arrumadinho mas parte de nós. Nesta digressão sobre o passado não posso passar ao lado do meu próprio passado.
Noite fria, se bem me lembro, como à 12 anos, mas muitas emoções a despertar. Este dia no passado teve grande significado, foi durante muitos anos o nosso dia, o dia em que passámos a ser nós, o dia em que celebravamos o nosso amor. E sim, vivemos um grande amor, crescemos, aprendemos,amámo-nos e no fundo fizemos uma boa equipa. Mas até as boas equipas um dia acabam. Se me arrependo do que vivemos? Nada, recordo momentos felizes, esses são os que guardo. Voltar a trás? Também não, já tivemos o nosso tempo...Culpas? Decerto que existiram, não existem sempre? Divido-as por dois que no amor é assim que tem de ser. O tempo que foi nosso nunca nos podem roubar, foi o que nos estava destinado...a ti desejo-te o melhor do mundo, não duvides! Seguimos em frente e nunca guardei rancores, porque vais ser sempre uma história que faz parte da minha....

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

...ainda no passado...

Hoje comecei o meu dia a falar com um amigo sobre o passado recente dele e a forma como isso ainda o condiciona de vez em quando. O passado devia ser parte de nós e ficar arrumadinho na prateleira, principalmente quando ainda nos faz sofrer e nos sufoca, quando não nos deixa viver o presente e avançar rumo ao futuro. A fase de transição, entre o largar o passado e partir rumo ao futuro, é uma verdadeira travessia do deserto, quantas vezes apetece desistir de tudo..até de acreditar. Quantas vezes nos questionamos sobre o porquê, sobre como vamos aguentar. Aguentar o quê? Aguentar a falta de alguém que pensamos amar, ou aguentar a ausência de velhos hábitos que se instalaram, rotinas de sempre? Nem sei na realidade o que doi mais...doi tudo provavelmente, e é muitas vezes no pico dessa dor que temos o "click", a força que nos tira desse intermédio, desse inferno. Como é que isso acontece? Acho que ninguém pode explicar, ao fim ao cabo, a resposta está dentro de nós e é a nós que nos compete decidir se queremos ser felizes. Dito assim parece uma receita mágica, mas não é , o outro factor determinante chama-se tempo e cada um tem o seu, e é bom que o tenhamos, só esse tempo nos ajuda a voltar a sentir o prazer que é viver e a acreditar que para além do passdo há um futuro imenso. Que o nosso passado fique bem arrumadinho na prateleira e nos ensine que há um presente para viver. E quanto a porquês, há perguntas que nunca vão ter resposta, porque se calhar não tinha de ser, porque tudo tem um tempo, porque se callhar até o amor tem prazo de validade...
Dizes-me que se calhar o problema foi teres amado de mais. Aqui não posso concordar contigo, quando se ama nunca é demais....

..no meio da mutidão...

Os últimos dias de trabalho têm sido um desafio, às vezes já em piloto automático nem reparo quem é o convidado que se segue, um, outro e outro, dois dedos de conversa e continua...
Hoje no meio desta roda viva dou mais um boa tarde, de costas para a porta, e mal me viro, com a minha postura séria, deixo esboçar um sorriso. Não é possível...há surpresas muito engraçadas. Nem me dá tempo de dizer nada, imediatamente me pergunta o que faço por ali! Tanto tempo, nem pensei que se lembrasse de mim. Entre a conversa percebemos que já passaram uns bons dez anos. Dou-lhe os parabéns pela sua carreira e pergunto se me reconheceu logo, ao fim ao cabo eu nem era assim tão popular no liceu. A resposta: achas que me esquecia do teu sorriso contagiante, mas entrei vi logo que eras tu. Realmente no meio da multidão um sorriso pode ser a diferença...continuar a sorrir...

...Não há longe nem distância...


...muitas vezes o país onde nascemos não pode se a nossa pátria...
Estou a contar os minutos e os segundos para vos voltar a abraçar.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

..estações de comboio...

..desde criança que tenho um fasçínio por comboios, deve ter começado na altura do mítico anúncio da regina em que o pai natal ia no comboio ao circo, não sei...
A verdade é que pensando bem provavelmente nem são os comboios os responsáveis por tamanho fasçínio, acho que são as estações de comboios. Não consigo, por momento algum, ficar indiferente a esses lugares mágicos, começo imediatamente a sonhar com todas as histórias e vidas que por ali passaram ao longo dos tempos...ali consegue respirar-se emoção, lágrimas, felicidade, amores, desamores, em cada recanto um pedaçinho de muitas histórias.
Eu própria já por lá fiz história. Faz muito tempo, vamos ao tempo da minha primeira paixão adolescente, ainda me lembro tão bem de algumas vezes que com ele fui ter de comboio, era tão bom chegar e tão difícil partir! Ali nos encontrámos e desecontrámos para sempre. Dia de sol aquele em que sem ter notícias dele pus na cabeça que o iria encontrar na nossa estação, e encontrei...ele lá estava a encher aquela estação de história, desta vez de mão dada com o seu novo amor. Sem conter as lágrimas comprei o bilhete de regresso e até hoje ele não sabe que a nossa história terminou ali, que foi daquela carruagem que o vi pela última vez. Sentada e a chorar, o passar contínuo da paisagem verde fez-me perceber que para trás estava mesmo o passado e que há sempre outra estação...
Não me lembro de mais alguma vez ter andado de comboio, mas a minha veia romântica faz-me continuar a sonhar. Não sei se a minha vida mais alguma vez por lá vai passar, mas se houver espaço para a minha história, desta vez, quero que me esperes com uma flor. Quando partir conto beijar-te, mas com o pé direito levantado, que é assim nas histórias de amor...no regresso talvez me caia uma lágrima, mas desta vez de felicidade. Porque há estações onde certamente podemos ser felizes e deixar por lá a nossa história, mesmo que seja só mais uma...