sexta-feira, 10 de abril de 2009

Retrato

Não tenho o hábito de "julgar" os outros pela aparência exterior, nunca deixei de falar ou conviver com alguém por preconceito, por achar isto ou aquilo, agarrando-me a ao aspecto.Para mim as pessoas são pessoas, e são as atitudes que me fazem descobri-las! Com o tempo vou conseguindo conhecê-las e formar uma opinião, às vezes vão ficando...
Quando me pedem para descrever uma determinada pessoa consigo-o sem grandes dificuldades, agarro-me a algumas características e faço o retrato! Contudo, e embora provavelmente não devesse ter deixado uma determinada pessoa passar para o grupo dos mais chegados, não consegui evitar. O problema é que é alguém que não consigo descrever! Baralhas-me! Ainda não percebi se por baixo desse teu ar doce vive um "filho da mãe", calculista, egoísta e sem escrúpulos, ou se, porventura és simplesmente um valente idiota, indeciso que não sabe o que quer. Pode dar-se também o caso de não seres uma coisa nem outra, seres simplesmente diferente! Não sei! Sei que não me és indiferente, senão já teria desistido de tentar desenhar o teu retrato. Uns dias acho que está feito o desenho, mas lá vem outra atitude que me volta a baralhar...
Como bom artista sou paciente, tenho esperado e vou continuar à espera do dia em que consiga, finalmente, desenhar o teu retrato....
E como qualquer obra artística pode dar-se o caso de ser uma obra de arte, ou nem por isso...

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Não quero ser fantástica...

Se fizer as contas concluo que devem existir três ou quatro pessoas que realmente me conhecem. Pessoas que conhecem a minha essência, que conseguem chegar ao meu "eu", que sabem se estou bem ou mal, que conseguem pôr o dedo na ferida. Conhecem-me! Com isto parece que uso uma qualquer carapaça para me esconder, nada disso! Não tenho absolutamente necessidade nenhuma de me ocultar, de disfarçar o que sinto. Pura e simplesmente as pessoas vêem-me sempre com um sorriso, cheia de optimismo e confundem aquilo que sou com a imagem que passo. Não que queira passar uma imagem desfasada da realidade, mas na verdade de nada me serve anunciar as minhas mágoas aos sete ventos, ninguém pode vivê-las por mim. Posso desabafá-las com quem me é mais chegado mas não as divulgo ao mundo, e mesmo quando o faço tento sempre ver o lado caricato da situação. Na verdade, mesmo quando os alicerces estão destruídos o sorriso mantém-se. E acredito com optimismo que qualquer alicerce que tenha sido vítima de um terramoto tem a possibilidade de ser reconstruído, e com tempo pode mesmo tornar-se numa obra de sucesso.
Só muito poucos conseguiram chegar às minhas fundações, também poucos conseguiram abanar a estrutura, isto é como os grandes projectos arquitectónicos e de engenharia, ficam guardados para quem os entende e não há necessidade de serem mostrados, são parcialmente e faseadamente divulgados ao longo da obra a quem a executa!
Só tenho pena que algumas pessoas continuem a achar que sou fantástica, que apesar de não terem sequer a capacidade de chegar aos pilares da minha estrutura, insistam em olhar para minha imagem exterior sem questionar que também lá vive um coração, que há uma parede mestra. As pessoas tendem a estreitar laços de amizade e confiança com pessoas decididas, optimistas e com grande sentido prático, é por estas que muitas vezes despertam atenção, é por estas que se recusam a pensar que também estas têm fragilidades. Amizades que muitas vezes não podem caminhar num outro sentido! Este ser, aparentemente fantástico, já se interessou por alguém que lhe respondeu que era demasiado fantástica para poder ficar com ele. A luta de egos, a insegurança de saber que também outros lhe recorriam por ser fantástica. É caso para perguntar: de que me serve ser fantástica? Fico à espera de quem não me veja como fantástica, mas como aquilo que sou, tão humana e sensível como qualquer comum mortal! Quanto ao sentido prático e ao sorriso não quero decerto perdê-los, vão fazer-me falta pela vida!

51-32-VI

Esta tem sido uma semana de despedidas, na maior parte temporárias. Logo eu que não gosto nada de despedidas, mas estas nem me têm perturbado, ao fim ao cabo o pessoal vai divertir-se nas férias da Páscoa. Eu vou mesmo ficar por cá à vossa espera, obviamente quero fotos e uma prendoca!
No meio destas despedidas houve uma definitiva e que me custou bastante. A decisão de o mandar de viagem foi minha, mas como costumo dizer, mesmo quando a decisão é nossa, não significa que não cause sofrimento. Ao fim ao cabo percorremos 183 000km juntos. São muitos quilómetros, é muita história, são muitos momentos. Foram cinco anos de grande companheirismo, de grandes aventuras! Mandá-lo repentinamente de viagem pareceu-me quase uma traição. Depois de tudo o que aturou, de tudo o que ouviu sem nada reclamar, quase que parece desumano ser posto fora da minha vida. Logo quando um maninho mais jovem me pisca o olho! Vou sempre ficar a pensar que ele me vê como uma traidora, ele que sabe tanto da minha vida, dos meus pensamentos e até conhece a minha fantástica voz desafinada! Provavelmente não fui muito justa em desfazer-me dele tão repentinamente, mas para conseguir fazê-lo tinha mesmo de ser assim, sem olhar para trás, para não ter a tentação de hesitar. Obrigado ao meu antigo carro pela paciência que teve, pela forma como se portou nestes anos que passámos juntos. Espero que te arranjem uns donos à altura, certamente mais sossegados do que eu. Não me odeies por te ter trocado pelo jeitoso mano mais novo! Os humanos têm destas coisas, resistem a quase tudo menos a uma boa tentação...
51-32-VI não me vou jamais esquecer de ti, embora não seja muito agarrada a bens materiais, tu passaste a fazer parte da minha vida! Agora estou na fase de me deixar conquistar pelo mano mais novo, ainda não me sinto feliz, ainda penso demasiado em ti, mas mais uma vez o tempo vai tratar do assunto...thanks!!!

terça-feira, 7 de abril de 2009

Será?

Depois de eliminarmos o impossível, aquilo que sobra, por mais impossível que seja, deve ser verdade...
Sir Arthur Gonan Doyle

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Heartbeats

Heartbeats...o bater, o palpitar do coração! O chamado: aguenta coração!

Os coitadinhos

Há algumas coisas que me tiram do sério, enervam-me solenemente! Claro está que isto acontece com a maior parte das pessoas e por motivos muito variados. Ultimamente não tenho tido grande paciência para o mito do coitadinho. Coitadinho isto, coitadinho aquilo, coitadinho porque sim e, na maior parte das vezes, porque dá jeito. Coitadinho porque não se faz à vida, porque se vivesse dessa forma também eu era coitadinha. Coitadinho passou a ser um estatuto que me enerva. Deus me livre querer ser coitadinha Mas os coitadinhos estão em crescimento, alimentam o estatuto e lá vão sobrevivendo! O próprio governo lá se vai esforçando para os manter com esse estatuto. Aqui então salta-me a tampa! Eu que trabalho todos os dias e farto-me de fazer descontos obrigatórios, sou obrigada a contribuir para o aumento dos coitadinhos, esta nova espécie em franca expansão. Sinceramente fico arrepiada quando percebo que grande parte dos meus impostos servem para rendimentos mínimos. Rendimentos atribuídos a muito boa gente com saúde para trabalhar e que fica dignamente sentada com o cú no sofá, ou mesmo a jogar playstation e com boas viaturas paradas à porta. Depois dizem-me: epá não sejas insensível, essas pessoas têm 5 filhos. Pois têm, e vão ter mais se não lhes laquearem as trompas! Epá mas isso envolve a liberdade de cada um! E a minha liberdade de não querer alimentar isto, essa em democracia fica onde?
Concordo que numa democracia se ajude quem mais precisa, se lute por igualdade, mas que se use o bom senso! Atribuimos um rendimento mínimo de 800 euroa a um cidadão saudavel e damos uma reforma a um deficiente, que não pode trabalhar, de 100 euros. Isto é que é democracia? Talvez seja, num governo de "enconados" talvez isto seja o conceito de justiça...provavelmente eu é que não percebo!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Dentadas

Quando me lançaram as cartas do tarot para este ano disseram-me que era bem provável que levasse umas "facadas" de alguns que se diziam amigos. Por enquanto ainda não dei por nada, mas em vez disso levei uma bela dentada! E se há dentadas que nos podem saber muito bem, esta nem por isso.
Eu e os animais sempre tivemos uma relação muito próxima, na verdade, tenho o hábito de me aproximar, hoje não foi excepção! Estava na praia e vejo dois lindos S.Bernardo. Aproximei-me um pouco e pergunto ao dono se lhes posso fazer uma festinha. Responde-me que sim, mas só ao cão, pois a cadela tem mau feitio, mas o cão é muito meigo! Lá vou eu sorridente fazer uma festinha àquele monstro lindo. Uma festinha e quando volto com a mão, a cadela ciumenta e cheia de mau feitio emite um qualquer sinal de ciúme e dá-se o inesperado! Cadelas com mau feitio são piores que mulheres deprimidas. O senhor macho para lhe mostrar que ela não tinha nada a temer, decide mostrar toda a sua virilidade e trinca-me o braço. Porra, pensei que ia ser comida ali mesmo. Camisola rasgada, braço na boca do cão, o dono a segurar a cadela e eu a pensar quando é que aquilo ia acabar. Olha, acabou quando ele se fartou da minha carninha tenra e do meu sangue, foram segundos, mas pareceu-me uma eternidade. Não sei se aprendi a lição, continuo a não ter medo de cães, mas deste não me vou esquecer, pelo menos enquanto tiver aqui os dentes marcados! Já tive dentadas melhores....