sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

..oceano virtual...

A tecnologia evolui vertiginosamente, quase que por vezes digo que mais parece que o futuro é hoje. Mas só irei dizê-lo no dia em que o tele transporte chegar, sonho com esse momento. De qualquer modo a evolução tecnológica tem sido surpreendente nos últimos anos. A chegada dos computadores, da Internet, dos telemóveis provocou uma mudança radical nas nossas vidas, para não falar nos cartões multibanco, nas mini máquinas fotográficas, etc.. Sempre a diminuírem de tamanho e a aumentarem as suas potencialidades. Será que ainda nos lembramos de como vivíamos sem tudo isto? Eu tenho já algumas dificuldades em lembrar-me, maiores ainda se tentar imaginar a minha existência sem este benditos frutos da evolução tecnológica. Fazem quase parte de mim, dependências modernas! Uma grande revolução quanto a mim foi a Internet e as suas capacidades, a forma com tudo está à distância de um simples carregar de botão. Não sendo uma expert na matéria, aliás uma simples utilizadora que tem aprendido sozinha, fascinei-me com a capacidade do "google earth". Achei uma bela ferramenta, faz-nos sentir perto. Depois quiseram por-nos perto de Marte e andaram a trazer-nos umas imagens, o que não esperava é que à de um clique me fosse permitido mergulhar no oceano. Mas esta semana soube que é. Fiquei duplamente feliz, por um lado porque adoro o mar e por outro por saber que o peixinho amarelo e a lontrinha terão assim a possibilidade de se sentirem mais próximos. Sei que este projecto ainda precisa de alguns aperfeiçoamentos, mas a simples possibilidade de fazer estes dois animais marítimos parecerem mais próximos já é um grande passo. Mais próximos que nunca, vão perceber a saudade e desejar o reencontro, que suponho um dia se dará! Por enquanto estarão à distância de um clique, num oceano virtual onde só eles são reais....

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

..stop..

..Começa com uma primeira a fundo, o conta rotações dispara, qual coração fervoroso! Segunda, terceira e o ritmo baixa, atinge-se por ali uma saborosa velocidade estável, com calma que a expectativa de chegar ao destino ajuda, há um misto de calma e excitação, um desejo em chegar! Mas também a estrada tem barreiras, a estrada que desde o primeiro minuto se sabia sinuosa! A que não permitiu que se chegasse à quarta mudança. Por precaução! Chegaram depois as barreiras que não permitem seguir em frente. Usa-se a marcha atrás, neste caso dolorosa, depois de uma paisagem tão verdejante, de uma tão grande expectativa e de um caminho tão fantástico, ter de voltar a trás é uma injustiça, mas aqui tem de se fazer stop. Um stop para se perceber os riscos, para analisar o que vale ou não a pena para chegar a um lugar desejado, perceber se o desejo é suficiente para atravessar uma estrada sinuosa. Curvas, contra curvas, caminhos estreitos, dificuldades! Do outro lado, o desejo, a excitação, alguma irracionalidade fazem pensar que a marcha atrás pode ser só o começo de mais uma aventura. O desejo de chegar ao destino sonhado vale por tudo. Percalços de automobilista que acredita que se o depósito ainda vai a meio é porque a viagem tem de continuar....
Se se chega ao ambicionado destino, não sei! Mas neste novo veículo queria experimentar a sensação de ver o conta rotações chegar ao "red line" numa quarta a fundo! Já iniciei a volta para trás e estou em marcha rumo ao meu desejado ponto de chegada.Em segunda, porque não sei o terreno que piso, porque entretanto choveu e o piso escorrega, porque até os caminhos que pensávamos já conhecer podem mudar de uma hora para a outra. Terei de passar pelo ponto onde já estava, é uma volta maior, mas acho que o meu desejo me vai guiar. Até porque mais vale esperar do que desistir, pelo menos para já....

...musicas..

..amo música, toda a minha vida é repleta de música, não imagino o mundo sem sons, é um estímulo sem o qual não vivo! Há músicas que me acompanham desde sempre, outras que vão entrando na minha vida. Até tenho o hábito de atribuir músicas a situações e pessoas, nem sempre por terem a ver com a pessoa, na maior parte das vezes por me recordarem momentos, porque simplesmente tocaram em determinada altura e fizeram sentido. Nos últimos tempos há uma que me acompanha, e toca tanta vez, ora na rádio, ora na minha imaginação..



porque esta é a tua música, porque também esta passou a fazer parte da minha vida. Toca incessantemente fazendo aumentar a saudade, a saudade ao som de um "viva la vida", porque conhecer pessoas como tu fazem a vida valer mais a pena. Mesmo aumentando a saudade quero que continue a tocar! Porque há músicas que nos tocam o coração...

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

..fé e religião..

Ao fim de tantos textos dá-me para falar de um assunto controverso e sensível: religião e fé. Não me devia pôr por este caminho complexo, mas não resisto! Tantas religiões e tanta falta de fé, vive-se uma crise de valores, onde já nem a fé parece estar presente.
Sou uma católica por baptismo, embora não praticante. Respeito todas as ideologias religiosas embora nunca tenha aprofundado nenhuma e discorde de alguns princípios, mas respeito. No que acredito? Já me fiz esta pergunta inúmeras vezes sem que tenha conseguido responder-me. Não sei, acredito no universo, nas leis da , natureza, da física, da química, qual cientista! Mas na verdade é que em situações de aperto, em aflição, já me vi a pedir ajuda com um :"ai meu Deus"! Já rezei por sentir que precisava e várias vezes fui à igreja para me sentir mais próximo de algo que não sei o quê, talvez por precisar de paz. Posso chamar a isto fé? Acho que sim, e no fundo a fé pode ser o caminho, a força, o impulso quando mais nada parece fazer sentido. Quantas vezes pensei que se tivesse mais fé podia ser tudo mais fácil. Mas a fé não se pede, conquista-se. A esta fé chamo acreditar, seja lá no que for, e realmente o mundo, as pessoas perderam a fé. A própria da fé está em crise, quando podia e devia ser ela mesma o motor de arranque para um novo caminho....
A verdade é que com entidades divinas ou sem, o mundo é composto de homens. As leis são as dos homens e é com pena que vejo que desde o princípio da humanidade se travam guerras, batalhas em nome da religião. Derrama-se sangue por aquilo a que chamam a terra santa. Vergonhosa esta batalha em nome de algo que devia significar união e paz. Há tanto para dizer sobre esta questão, e tantas questões. Se Deus existe? Tantos fazem esta perguntam e para outros é inquestionável. Quanto a mim, às vezes quero achar que sim, outras tantas, perante tamanhas injustiças parece-me que não. Mas também o que faria um só homem, mesmo dotado de inúmeros poderes, perante toda a humanidade?Podemos exigir-lhe que a omnipresença que vem descrita na Biblía seja real? Também ele foi um homem, dizem que foi o criador! Quantas vezes criamos aquela que parece a obra perfeita e vem a revelar-se um fracasso, mesmo depositando o nosso melhor na concepção. Agora basta multiplicar essa tentativa de perfeição pela humanidade. Pois é, parece que nem Ele é perfeito. Se calhar a Biblia convenceu-nos de uma perfeição e de um sentido de justiça que não está sequer à altura de entidades divinas, caso existam. Quando por vezes acredito na sua existência já me tenho zangado com Ele, numa relação que é só nossa, já O tenho acusado de estar a dormir, de não olhar para o lado, sempre com a fé de que ele me ouve...
E este texto surge depois de uma notícia que li no jornal. O Papa apelava ao jejum como forma de lutar contra as desordens da vida moderna. Gostava de poder responder a este senhor que vive no seu pedestal que jejum forçado é do que mais existe neste mundo moderno. Que neste mundo moderno o uso do preservativo é condição de sobrevivência e que este mundo moderno é o seu mundo. Talvez mais seu do que meu, é que de modernices percebe voçê, sua santidade, é que colecções de sapatos "prada" (que prefiro nem saber o preço), parecem-me o cúmulo do mundo moderno. Numa altura em que se tornou moderno atirar sapatos, descalçe os seus, atire-os em nome do combate à fome, à hipocrisia. Já pensou que um só par dos seus lindos sapatos alimentava tantas bocas? Pois é, o mundo é feito de homens, e voçê é só mais um neste mundo moderno em desordem....

...mentiras..

..mentiras enervam-me, tiram-me do sério, tenho grande dificuldade em lidar com elas! Claro que há mentiras e mentiras, mas na verdade, mais ou menos inofensivas, não deixam de ser exactamente o mesmo: mentiras! Depois há aquele clássico de omitir para não mentir, é um estratagema que dura até ao confronto e depois escolhe-se entre a verdade ou não. Mas quase sempre quem omite acaba por mentir! Parece que há coisas que se negam até ao fim. A verdade é que quase sempre a mentira tem perna curta. Já tive situações onde soube desde o primeiro minuto que me estavam a mentir, também já acreditei nalgumas mentiras durante algum tempo. Na verdade é sempre uma desilusão, magoa-me muito, ainda mais quando são mentiras tontas sem razão, e principalmente quando depois de me mentirem têm a necessidade de me dizer a verdade pouco tempo depois. Já perdoei mentiras com a máxima de que quem diz a verdade não merece castigo, mesmo tendo mentido primeiro! Mas na verdade não me esqueço e questiono sempre se quem mente uma vez o repetirá ! Não será sempre mais fácil dizer a verdade, por mais dura que seja! A verdade é sempre inquestionável e absoluta. Provavelmente já acreditei em mentiras que tenho por verdades e quero felicitar quem o consegui, é que nem sempre é fácil enganar-me! E já agora que eu não descubra a verdade...

..16.00h de dia 4...

..às quatro da tarde do dia 4, até rima! Provavelmente não vou abrir champanhe porque vou estar a trabalhar, conseguir o anúncio em directo no jornal também não me parece tarefa fácil, mas nunca se sabe! A verdade é que vou lembrar-me de ti, mesmo que nas outras horas também me lembre. Mas vai ser uma lembrança especial e quero felicitar-te pela tua determinação: parabéns! Foi mais uma batalha, agora vem outra completamente diferente mas que tenho a certeza vais estar à altura, nem sequer duvido. Força e muita paciência, são as batalhas que dão mais sentido à vida e enfrentá-las é sempre uma aprendizagem. Felizmente percebo que tens a sorte de também pertencer a uma família de mosqueteiros, e o que era dos mosqueteiros sem batalhas.Vai certamente ser uma batalha ganha! E quero confessar-te que acho que tens muito mais força do que achas ter, concentra-te nela. És um ser humano fantástico onde só falta acreditar nas verdadeiras capacidades, mas isso aprende-se e conquista-se, pareces-me no bom caminho. Adoro-te!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009