terça-feira, 15 de setembro de 2009

R.I.P. Patrick

Hoje é dia de confessar que o vi o "Dirty Dancing" até a fita perder a cor.
A sala da casa dos meus pais foi muitas vezes palco de coreografias. Não fosse eu a miss descoordenação acho que teria conseguido, ou então foi mesmo por não ter um par à altura.
A verdade é que a história e o próprio do Patrick fizeram suspirar as adolescentes de todo o mundo. E por mais que possam achar que o filme é piroso eu continuo a achar que é uma bela história, recheada de belas coreografias. É daquelas histórias de final feliz que muitas vezes esperamos que nos aconteçam. No fundo gostei e gosto. Não me canso de cantarolar as músicas e confesso que sonho um dia encontrar um par que me faça cumprir o meu sonho de adolescente: dançar a coreografia final!
Bye Patrick, irás concerteza fazer sonhar para qualquer outro lugar, se um dia eu chegar ai ainda sem saber a coreografia espero que tenhas a paciência de me ensinar. Por agora és o "ghost" (mais um belo filme)...Descansa em paz...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Cartas

Sabem do que tenho mesmo saudades?
De escrever uma carta, e de receber uma também....
Sempre achei que as cartas tinham uma magia especial. As cartas eternizam momentos. Eu que sou daquelas pessoas que quase nada guarda mas jamais atiraria para o lixo uma carta. Por mais que as cartas que ainda hoje guardo não façam mais sentido, outrora fizeram. Não esqueço a emoção de receber uma carta, de correr para abri-la para ver as palavras que guardava. Tenho saudades desse tempo, do tempo das letras mais ou menos bonitas que nos enchiam o coração, que por vezes nos provocavam uma lágrima, que tinham uma vida própria...Gosto de palavras, gosto de bilhetinhos. Nesta parte o avanço da tecnologia não me agrada e não me digam que receber um mail é igual a receber uma carta. Não me digam que ver uma foto guardada no computador é igual a ter uma foto em papel na mão. Há coisas que o tempo me faz ter saudades. E o que é feito das cartas de amor? Espero um dia poder escrevê-las, não sei se vou receber alguma, mas com toda a certeza irei escrever.
Porque as palavras são importantes e me fazem falta, porque talvez tenha aqui uma veia romântica que me faz gostar de cartas e estações de comboio, porque simplesmente acho que há tradições que não se deviam perder. Porque tenho pena de só receber cartas do banco, de contas para pagar e das finanças.
Quero cartas bonitas, repletas de emoção, daquelas que se guardam para sempre, atadas com uma fita de cetim, no fundo do baú. Daquelas que mesmo muito tempo depois, quando já não fazem qualquer sentido, nos fazem esboçar um sorriso ao lembrar que alguém gastou o seu tempo a imortalizar um sentimento ou um momento. Se alguém for especial, escrevam-lhe uma carta....

Castelos de areia...

Porque sonhar nunca fez mal a ninguém. Nos últimos dias rimos bastante com verdadeiras "utopias". Até hoje eram "utopias". De hoje em diante podem ser mais qualquer coisa. Bom ou mau só o tempo dirá, por enquanto é tempo de sorrir e esperar que os castelos de areia não caiam num sopro. Se cairem, novos castelos podemos erguer. É assim a capacidade de sonhar, a capacidade de com a mesma areia construir um novo castelo. Obrigado amigas pela capacidade de continuarem a sonhar e pela companhia nesta verdadeira construção de sorrisos, e quem sabe algo mais....

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Escolhas

Num confronto entre racional e irracional, entre querer e poder, entre certo e errado, entre avançar e parar, entre ser e não ser...Crescer, saber, mudar, arriscar ou ficar?!
Porque são as escolhas que tudo mudam, porque as escolhas fazem o destino. O destino com o qual vamos viver....

domingo, 6 de setembro de 2009

Delicious ambiguity

Julho de 2008,
New york, ali na zona do soho, um calor incrível, companhia inesquecível e uma grande saudade...
De loja em loja à procura de umas lembranças para os mais especiais! Nesta parte sou complicada, preciso de algo que faça sentido, por mais insignificante que seja. Ou faz sentido ou não compro mesmo nada.
Quando penso no que faz sentido penso mesmo que deveria ter comprado um "Óscar" que por lá andava. Entre as centenas de óscares, para as mais variadas categorias, havia lá um que me assentava na perfeição. Quando lá voltar, mesmo que muita coisa tenha mudado, prometo que o trago.
Com quase todos os presentes comprados faltava-me um. Numa pequena loja encontrei uma insignificância que dizia tudo. Para não me esquecer comprei em duplicado, um foi para alguém e o outro encontrei-o esta manhã lá por casa...
"I wanted a perfect ending,
Now i´ve learned, the hard way, that some stories don´t have a clear beginning, middle and end.
Life is about not knowing, having to change, taking the best of it, without knowing what´s going to happens next. Delicious ambiguity."
Gilda Radner.

Voltou para o baú.
Porque nem sempre temos finais felizes, mas podemos ter inícios e meios que bem aproveitados podem significar muito, podem fazer acreditar que enquanto dura é para sempre...saber viver cada momento de histórias que por mais ambíguas que sejam nos fizeram sorrir.
Thanks for all good moments, thanks for dancing the same music...thanks nice blue eyes! Life goes on...

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Dás-me o prazer desta dança???

Nesta noite de luar fantástica dou por mim absorvida num pensamento utópico. Dou por mim a ser guiada por uma simples e honesta vontade. Porque apesar de tudo me é permitido sonhar...
"Dás-me o prazer desta dança?"

e é a sonhar que esta noite chega ao fim....

De dentro para fora

A maturidade deu-me a capacidade de exteriorizar bem melhor as minhas emoções. Hoje sou capaz de dizer o que sinto, o que quero, o que gosto, o que não gosto. Sou muito mais honesta, conheço-me muito melhor. Sem pudor, sem medo de juízos de valor porque todos temos direito à nossa opinião e ao nosso sentir. Claro está que esta liberdade pode trazer alguns dissabores e muitas vezes soa a disparate! Não interessa! Felizmente sou bastante coerente e apesar dos muitos disparates que digo, são poucos os que faço. É engraçado perceber que não me arrependo de nada do que fiz. Posso porém confessar que me arrependo de algumas coisas que não fiz...De tudo o que disse tenho como certo que foi exactamente o que senti no momento. Certo ou errado não sei, posso só dizer que foram os meus mais honestos sentimentos....