segunda-feira, 31 de agosto de 2009

The right moment

Alguém se justifica dizendo que fugiu de algo porque queria muito! Bonita contradição! Diz que a decisão assentou no facto de achar que não era o momento certo dadas as circunstâncias. Quase esboço um sorriso!! Mas que merda é essa do momento certo, isso existe?! Talvez exista, é o momento onde deixamos entrar o querer. Esse é sempre o momento certo, quando queremos muito não há alturas ou momentos errados. E quem usar a justificação de que não era o tempo certo nunca se esqueça que essa pode ser uma desculpa quase credível, mas que o tempo não volta para trás! Quando queremos não há barreira, momento ou situação que nos faça desistir!
É pena ouvir alguém dizer que teve o que mais queria na mão e deixou escapar. Pura opção, que a nossa vida faz-se de escolhas e não de momentos certos ou errados. Porque os momentos são para se viver e saborear, sem certo ou errado, sem condicionantes do passado ou do futuro. O momento certo é o presente e tudo é eterno enquanto dura! O momento certo chama-se querer e o resto vem por acréscimo....

Ai os homens...

Oh no!!!
Eu que nem sou uma rapariga preconceituosa chego hoje à conclusão de que a testosterona afecta a todos do mesmo modo...ai, ai...apetece-me dizer que neste caso foi uma pena! Que se divirta, que se perca e que no dia em que se encontre perceba o que perdeu!!!!

domingo, 30 de agosto de 2009

Ilustres desconhecidos...

Às vezes têm o hábito de me dizer que, apesar de se uma pessoa muito sociável, não dou oportunidade às pessoas de me conhecerem.
Se calhar há um pouco de verdade nisto. Eu gosto de conhecer pessoas, adoro uma boa conversa, adoro a partilha de histórias e situações e se achar que as pessoas são interessantes com toda a certeza que o faço. Aqui a questão de não deixar que as pessoas me conheçam assenta simplesmente no facto de não ter paciência para a inconstância de comportamento de ilustres desconhecidos. Honestamente a maior parte das pessoas que conheci, por algum motivo, revelaram-se constantes pela sua inconstância. Não posso dizer que tenham sido desilusões porque não tinham sequer importância para o ser, mas realmente há muita gente perdida por ai. As pessoas mudam a sua atitude de um momento para o outro sem qualquer explicação. Se fossem meus amigos com toda a certeza me preocuparia em saber o porquê, não sendo o melhor é nem perder tempo a tentar perceber coisas que se calhar nem eles sabem explicar! É por estas e por outras que costumo dizer que felizmente tenho poucos mas bons amigos. Acompanham-me à longos anos, esses são os importantes, por eles merece sempre a pena estar presente. Por ilustres desconhecidos recuso-me a gastar energia ou perder o meu tempo, até porque com toda a certeza será recíproco. Um grande abraço aos meus amigos e um obrigado a alguns conhecidos de circunstância, que na realidade se revelaram desconhecidos, e me fizeram perceber a diferença e a importância dos que realmente importam....

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Elogio

Eu gosto de estar presente quando os que merecem precisam. Quase a cair de sono fui obrigada a despertar quando alguém me disse: Amiga, esse teu sorriso não tem preço e esse teu coração é uma raridade. Confesso que foi dos maiores elogios dos últimos tempos.
Força miúdo, sem medos, luta pelo que queres e nunca desistas. Os teus receios só fazem sentido até dares o primeiro passo. Pelo amor luta-se sempre, podemos não vencer mas temos a honra de não termos desistido! Estou contigo, quero ver-te sorrir!
Obrigado pelo belo elogio e concordo contigo: um sorriso aberto e honesto é qualquer coisa de especial...é desses que precisamos!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Just to say thanks...

Bye, bye blackbird...

domingo, 23 de agosto de 2009

A soma dos dias...

Um dia de cada vez...
Como fazemos a contagem!? Será mais um dia ou menos um dia!
Eu diria que é tempo útil, e tempo é tão somente o que fazemos com ele!
Não vivo cada dia como se fosse o último, sou demasiado racional e coerente para o fazer,mas tento viver e saborear cada dia. Não sei quantos dias me reserva o destino, e acredito que todos temos um dia parar partir, mas sei que são as minhas atitudes e vontades que definem os meus dias e me permitem sonhar com novos dias!
Faz-me muita confusão ver pessoas acomodadas às situações. Resignadas com a vida e, na maior parte das vezes, presas a momentos que jamais lhes trarão qualquer felicidade. Prisioneiras de passados que, como diz a própria palavra, não deveriam constar do presente nem "minar" a construção do futuro. Acomodadas lá vão encontrando zonas de conforto, pena que não se encontrem a elas mesmas. Tenho pena dos sorrisos forçados em que tentam acreditar e da forma como teimam em enganar-se. Sonham muitas vezes que o tempo pode voltar para trás e que tudo possa ser diferente. Mas não pode, é talvez das poucas coisas que não se pode. O tempo jamais andará para trás, o passado é sempre um facto concretizado sem espaço a mudança. Em vez de se gastar tanta energia numa impossibilidade, porque não canalizá-la no sentido do momento e do que ainda está para vir. O que não tem remédio, remediado está! A nossa vida, o nosso tempo andarão sempre em direcção ao futuro, dependerá das nossas decisões e atitudes construir aquilo que achamos que merecemos e queremos. Nem sempre se cumprem os nossos desejos e vontades, nem sempre agimos em conformidade com o que desejamos, há aqui muitas variáveis. Mas tenho a certeza de que para a frente podemos fazer sempre mais. O passado tem de ficar arrumado e jamais permitirei que me estrague um novo dia onde posso ter a oportunidade de me sentir feliz. Não subestimando o meu passado, que também foi fruto das minhas decisões, quero saborear o que o presente me dá e acreditar no futuro! Não quero pensar que o passado me fez desperdiçar sequer uma oportunidade! É por isto que às vezes digo: tenho saudades do futuro, se calhar sou uma insatisfeita ou uma sonhadora, talvez! Não sei, sei que hoje não tenho vergonha de exprimir o que sinto, o que quero e o que desejo...não tenho medo do futuro!! Quero saborear cada dia até lá...

sábado, 22 de agosto de 2009

Novelas mexicanas

"A Alice viu o seu namorado chegar, depois de mais um dia de trabalho, e ficou a saber que no dia seguinte ele ia abandonar todo aquele projecto, ia sair de casa! Mas o que se terá passado, tudo parecia correr bem! Até hoje não sabe o que se passou. O Filipe saiu de casa e apenas pediu desculpa por aquela não ser a vida com que sonhava. Não se sabe se já encontrou os seus sonhos, mas os da Alice ficaram desfeitos..."

" A Sofia depois de muitos telefonemas e recusas decidiu ir encontrar-se com o seu caso clandestino. Decidida a acabar de vez com algo que sabe não querer para a sua vida. Os momentos de puro prazer jamais compensarão a falta de estabilidade emocional que este caso lhe provoca. Ela escolhe propositadamente os locais onde toma decisões. É um vício antigo! E desta vez encontraram-se em Monsanto. Foi o mote para um longa conversa onde ela lhe explicou que, com todo o respeito por quem ali trabalha, ela não é uma daquelas senhoras, e que ele a tratou como tal.
À mesma hora a mulher do dito senhor estava em casa a cuidar do filho de ambos enquanto ele fingia estar atrasado no trabalho. Até porque aos olhos de todos eles são o casal perfeito, a família feliz...."

"A Rita andou meses e meses a alimentar uma ilusão. Tinha saído de uma relação complicada e finalmente alguém a fez sorrir. Foram muitos sorrisos, muita empatia e muita vontade. Mas essa vontade não era a mesma para os dois lados. Veio a desilusão, veio o derradeiro confronto com a realidade, veio a conversa séria. A Rita teve de ouvir a dura realidade: por mais que fosse especial, jamais deixaria de ser somente a amiga. Desistiu, seguiu o seu caminho e penso que depois de uma amizade tão especial não mais voltaram a encontrar-se..."

"O Carlos descobriu que afinal a paixão da sua vida, aquela por quem sempre tudo fez, afinal não estava disposta a acompanhá-lo no seu novo percurso profissional. Primeiro estranhou, depois acabou por perceber. Um dia, contrariando todos os seus valores, deu uma espreitadela nos muitos sms do telefone da Xana. E mais parece que quem espreita onde não deve vê o que não quer. Ou deve! A verdade é que aquele amigo de sempre era muito mais amigo da Xana do que se podia prever. O Carlos seguiu a sua carreira no estrangeiro, partiu sozinho. A Xana ouvi dizer que vai agora ser mãe.

"A Ana lutou contra tudo e contra todos por um amor que sabia todos desaprovariam. Mas sempre acreditou que o amor tudo move e consegui andar com este amor em frente. Felizes, muito felizes, a família aumentou e continuaram o seu percurso. Curta esta vitória do amor. A Ana perdeu o seu grande amor, subitamente e nos seus braços. Vida injusta. Ficou a prova desse amor, a força que a faz caminhar! A vida tem de continuar mesmo quando perdemos os que mais amamos e isso é talvez a maior prova de que temos a capacidade de ultrapassar tudo o resto. A Ana continuou a sua vida e provou que o amor vence sempre que houver vontade..."

Quando achamos que alguns episódios da nossa vida mais parecem uma novela mexicana mal dobrada basta-nos olhar para o lado. As novelas mexicanas, de contornos recambolescos, não são mais do que episódios da nossa vida tão real!
Como costumo dizer: também a minha vida dava um belo argumento, e ainda bem, pois isso só prova que sou uma pessoa normal. Ilusões, desilusões, vitórias fracassos e muitas emoções. A grande diferença está na forma como conseguimos ultrapassar estas histórias. Quanto a mim, felizmente, nenhuma das minhas me fez desacreditar do quer quer que seja! Já ri, já chorei, já ganhei, já perdi, já tudo...e isso só me tornou numa melhor pessoa. Hoje, aquilo que muitas vezes me fez chorar, não é mais do que uma ténue recordação sem importância. Já muitas vezes ri da extrema importância que atribui a alguns assuntos em determinado momento. O tempo tudo muda e quase tudo resolve. No fundo os assuntos têm somente a importância que lhes atribuímos, às vezes temos de os ignorar para que deixem de ter importância. Enquanto lhes dermos importância estamos a alimentá-los, a dar-lhes vida!
Numa qualquer versão mexicana: incha, desincha e passa, que águas passadas não movem moinhos e a nossa verdadeira felicidade jamais dependerá de outrem...Mais episódios se aguardam. Por sorte até nas novelas mexicanas há finais felizes.
Se nada é por acaso cada episódio tem o seu valor e a aprendizagem, até vos contava alguns dos meus, mas corria o risco de um dia ganhar o prémio da melhor novela da América Latina. Sorriam amigos que a vida é tão melhor quando somos felizes...