quinta-feira, 30 de julho de 2009

Ganhar e perder

Umas vezes ganhamos outas perdemos, faz parte da vida! Claro que o prazer de ganhar é incomparável, contudo a maturidade ensinanos a digerir as derrotas. Como todos nós não gosto nada de perder, embora tenha quase a certeza de que neste momento perdi. Mas como sou da opinião de que enquanto não nos perdermos está tudo controlado sei que vou continuar o caminho. Felizmente, apesar da derrota, sei que não me perdi e que o meu amor próprio me acompanha e isso é meio caminho andado. Aliás, se calhar nem fui eu que perdi! Life goes on....

Arrumações

Hoje, passado, presente e futuro encontraram-se! Não posso dizer que foi um encontro pacífico ou prazeiroso. Foi antes um encontro necessário. Por vezes é preciso fazer esta reunião para se poder avançar. Foi um só dia, um dia de altos e baixos de onde saíram decisões que vão acompanhar dias futuros. Não será certamente o primeiro dia de nada, será somente um dia de tomada de consciência, um dia que tinha de existir, hoje foi esse dia. Um dia que vinha sendo adiado propositadamente por inconsciência, porque às vezes a realidade é dura e desilude-nos. Algum dia teria de abrir a pestana para a realidade dos factos e foi hoje! Felizmente o dia chegou ao fim! Tudo arrumado...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Neura? Que é isso?!

Estar de férias com a minha melhor amiga é caso raro, principalmente estarmos só as duas. Mas esta semana é mesmo assim. Tem sido óptimo, horas de conversa, risota, muita praia e também se discutem assuntos sérios. Hoje foi um dia de neura com tanto assunto sério, a parvoeira tomou conta de nós. Foi assim o dia do masoquismo, ora bora lá pôr o dedo na ferida. Ui, não se pode dizer que não tenha doído mas, na verdade, nós somos fantásticas e parece que temos a capacidade de simplificar tudo, mesmo aquilo que nos magoa. É a capacidade de acreditar que tudo tem um lado positivo mesmo que à primeira vista não se dê por ele. Nem sei quantas vezes me chamou de tonta e estúpida hoje. Tem razão! Há coisas que não justificam sequer um minuto de neura. No fundo eu sou a miúda loura esperta mais estúpida das redondezas. Enfim, também não podia ser perfeita! Obrigado amiga!
E no final do dia chegámos à conclusão de que estar de neura é uma grande chatice. Credo não sei como há pessoas que convivem com ela todos os dias. Deixámos a "cabra" da neura no areal e vamos mas é beber um agradável cafezinho que tristezas não pagam dívidas, e além disso o assunto nem merece! Venha a noite que o dia da neura já se foi....

Hoje

Hoje apetecia-me tirar os pés do chão. Apetecia-me voar e largar este medo. Hoje, tal como ontem e talvez amanhã.
São as nossas decisões a determinar o desfecho e, provavelmente, este medo vai fazer-me perder. Vou ter de sofrer as consequências. Sinto que essa é a hipótese mais provável, vou perder por minha culpa, por não conseguir vencer este medo que me faz ficar como mera espectadora. Um dia vou assistir ao filme e pensar que à conta da minha inércia não fiz parte dele, ou sequer tentei ir ao casting. Nessa altura possivelmente retiro-me e nem da ficha técnica faço parte...dos fracos nunca reza a história e aqui, admito, estou a ser fraca. Deixei que a insegurança tomasse conta e nunca consegui acreditar de forma racional que pudesse concretizar-se. Fiquei nas emoções e no mundo dos sonhos, fechei-os numa caixinha dourada muito especial e não mais deixei que saltassem para fora. Talvez fiquem aprisionados estes bons sonhos e nunca se revelem. Será talvez um grande erro não deixar que saiam e se revelem, por mais inconsequentes que sejam. Tenho pensado muito nisto e tenho analisado a minha estranha capacidade de mascarar sonhos. Hoje quase que prometi que vou abandonar o medo infundado que jamais pode estar associado àquilo que são as nossas verdades, as nossas emoções! Um dia deixo-me voar e espero que seja um dia próximo. Qualquer dia tirando hoje!

(Às vezes as brilhantes conclusões chegam quando algo que seria inócuo nos perturba muito)

terça-feira, 28 de julho de 2009

O futuro não é hoje

Hoje perguntaram-me se eu imaginava a minha vida daqui a uma década. Pergunta difícil! Não faço ideia! Confesso que até me assusta pensar nisso, não quero criar expectativas que possam gerar frustrações. Óbvio que há o caminho dos meus valores, dos meus objectivos mas não faço ideia do que será sequer amanhã. Honestamente não me parece que seja possível prever o que quer que seja. Muitas coisas gostava que acontecessem, mas essencialmente considero que o mais importante é sentir-me feliz e em equilíbrio, esses são os pontos de desejo primordial. Tenho sonhos, tenho aquilo que gostava que fosse um caminho, mas outrora já sai de caminhos que me pareciam indicar o futuro.
Gosto da expectativa do desconhecido, talvez gostasse se fosse permitido levantar um bocadinho o véu. Não faço ideia, mas como digo muitas vezes: eu sou uma crente. E sei que acreditar pode ser um grande passo, pode ser o motor. Eu acredito, eu sonho, eu quero....step by step, day by day que o futuro não é hoje!

Tonteria do dia...

Não gosto de ter saudades...hoje tenho!

O tempo das coisas

Na maior parte dos casos as circunstâncias, mais do que por vezes a predisposição, determinam a possibilidade de algo acontecer ou não. Quantos vezes não fossem as circunstâncias do momento e algo podia perfeitamente tornar-se numa boa realidade. E obviamente não estou a falar de bens materiais! É timming, o tempo certo. Eu sou perita em andar sempre no tempo errado, quantas coisas teriam sido tão diferentes se acontecessem num outro tempo, em outras circunstâncias. Se não o foi provavelmente é porque não tinha de ser, mas chego a pensar que gostava que o tempo certo e as circunstâncias adequadas fizessem parte da minha vida. Não vivo revoltada com isto, mas confesso que por vezes fico triste com as chamadas "alturas erradas". Já fui vítima de umas quantas, já ficaram alguns sonhos pelo caminho, já tentei perceber porque é que acontece sempre no tempo errado. Questiono o porquê de ser comigo. Até porque mudar circuntâncias poderá estar na nossa mão, ou não! Ainda não encontrei a resposta, calculo que seja o tempo a dá-la, vou esperar. E enquanto espero pela resposta vou ver se eu e o tempo nos acertamos, se as circunstãncias um dia serão as ideais, se o vento sopra de feição. Afinal, se calhar, a resposta é simples, se calhar eu até estou no tempo certo e os outros é que não. Um dia o tempo chegará....um dia será o timming perfeito, um dia encontraremos o tempo...
Porque há o tempo e o tempo das coisas, talvez um dia se juntem e sejam simplesmente um tempo, um tempo de sorrisos...