terça-feira, 28 de julho de 2009

São precisos dois para dançar o tango...

Um dia aprendo a dançar o tango....

domingo, 26 de julho de 2009

Discos pedidos

Há músicas que nos despertam recordações, remetem-nos para momentos...
Não fico agarrada a essas músicas, não as ouço para recordar, não me despertam mais que uma simples recordação, um sorriso. Já fui muito feliz a ouvir "chambao". O mundo está meio virado do avesso e há quem tenha vontades súbitas de enviar músicas na tentativa de despertar o passado. Uma espécie de "rewind" quando a música já não está no top. Há músicas que podem até parecer intemporais, mas na vida tudo tem um tempo e ouvir a música fora do tempo jamais despertará o tempo de outrora. Para sempre ficará no meu ouvido, para sempre um sorriso.
Corre o risco de se transformar numa daquelas músicas que um dia chegou ao top. É o tempo de cada coisa, e cada coisa a seu tempo. Hoje simplesmente sorrio ao som do que outrora me faria dançar de alegria, me faria correr, arriscar, amar....outros tempos, outras bandas sonoras! Não se vive de passado ou de clássicos, vive-se a projectar o futuro ao som de uma qualquer música que nos leve ao top....
Para sorrir simplesmente enquanto aguardo a música seguinte, numa espécie de discos pedidos...

Oxalá...


Se por momentos rejeitei a ideia e não me permiti aceitar a realidade, se por momentos duvidei ou quis duvidar. Hoje não posso jamais negar aquilo que se transformou num facto. Hoje sei, tenho a certeza, que se negar estarei a mentir. MesmO que o negue não deixarei de sentir. Embora saiba que há assuntos que se negam até ao fim, hoje sei que pelo menos a mim não o poderei negar. Oxalá possa um dia contar....oxalá!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Auto estrada

Quilómetros e mais quilómetros, perdi-lhes a conta. Aos quilómetros e ao dinheiro gasto em portagens ao longo da última década. Quantas vezes fico indignada com o preço praticado em relação ao péssimo serviço prestado. Obras e mais obras, redução de faixas de rodagem, piso irregular e até um acidente provocado por um animal em plena faixa de rodagem sem que os ditos senhores assumissem qualquer espécie de responsabilidade. Digo quase todos os dias que a A8 é uma vergonha, mas na verdade as alternativas são bem piores. Na última semana tenho perdido mais alguns minutos a chegar ao trabalho, e não é por causa das obras do costume, é mesmo com um problema no sistema de via verde. Essa revolução made in portugal! Tem sido a semana de parar e pagar a portagem. Sempre a torcer o nariz que o que me apetece é seguir viagem rapidamente. Hoje, já de careta feia, lá estendo o braço para entregar o ticket e qual não é o meu espanto quando vejo o simpático rapaz que me dá um boa noite. Oh God, isto deve ser uma miragem. Naquele momento perdoei todos os atrasos, obras e acidente que aquela estrada me deu. Quero aqui dar os parabéns aos recursos humanos das auto estradas do atlântico na escolha dos candidatos. Quero mesmo dizer que, se o perfil de selecção se aproximar daquele exemplar, eu jamais voltarei a usar a via verde na vida. Que bom é parar nas portagens e dar um pouco de colírio ao olhar para seguir viagem! Oh god!
Amigos, não se preocupem que não endoideci, nem tão pouco vou atacar o portageiro, foi só um desabafo! (ou não):)))

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Anjos e Demónios

Ontem, em mais uma conversa que durou até muito tarde, entre amigas cheguei à conclusão de que afinal aquela característica primordial que nos distingue dos animais parece ter caído em desuso. A tão aclamada racionalidade parece uma miragem. Foi com um enorme espanto que percebi o quanto o mundo é pequenino, surpreendente a forma como, sem dar por isso, as nossas vidas se cruzam. E foi com tristeza que percebi que a irracionalidade quase letal tomou conta de alguns. É estranho perceber o egoísmo daqueles que pensam poder ter tudo e nada perder. Triste que não percebam que do lado de lá está sempre outro, e na maior parte das vezes, é um outro que já muito deu e acabou por tudo perder. A irracionalidade faz falta, alimenta os nossos instinctos mais primários, mas quando se está do lado dos que perderam essa irracionalidade só destroi. É terrível pensar que quando se tomam decisões não se saiba o que se está a fazer. É imoral achar que se pode ter o céu e a terra e que um qualquer anjo estará lá sempre à nossa espera para quando nos lembrarmos que afinal sentimos falta das suas asas protectoras. Até os anjos têm limites e felizmente aprendem a dizer não, mesmo que isso quase os destrua. Sobrevivem e aprendem a defender-se. Todos temos o direito de decidir, pena é a forma leviana como algumas pessoas decidem coisas importantes, sem pensar, sem reflectir, em impulsos descontrolados. A uns corre bem, outros nem tanto, mas bem ou mal deveriam ter a capacidade de assumir plenamente as suas decisões e as consequências das mesmas nos outros. Confesso que quase senti pena daquele pobre demónio que trocou um anjo de asas abertas por um simples caso que só o fez tomar consciência do erro. Não abandonou o erro mas insiste em perturbar o anjo, insiste em achar que nada disto deveria ter acontecido. Que piada tem a moral de quem foi responsável, onde chega o egoísmo. Somos humanos e erramos, mas errar tanto deveria dar penalização, é aqui que acredito na justiça divina e sei que a penalização já chegou: pode não ter chegado à consciência, mas há-de senti-la na perda de alguém que tudo fez e só recebeu dor em troca. Mas se cada um tem o que merece o dia do anjo há-de chegar, nesse dia vai perceber que talvez não tenha perdido nada, talvez tenha ganho muito, talvez ganhe alguém que mereça o aconchego das suas asas....Acredito que vai ser mesmo assim, é que nem só de demónios é feito este mundo. Felicidades!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Era uma vez...

Era uma vez...
Sempre gostei de histórias que começam assim...
Era uma vez...
Era uma vez uma simpática rapariga chamada Maria, a vida corria-lhe sempre bem aos olhos dos outros, sempre sorridente, sempre a sobreviver aos embates e partidas da vida como se não houvesse mágoa. Uma pessoa normal que aos olhos de todos os outros era uma força da natureza. Talvez fosse mesmo! Talvez a sua natureza pragmática e pouco dada a dramas a fizesse marcar a diferença no que toca a ultrapassar problemas e desilusões. A Maria, a miúda já mulher e com responsabilidades a quem as vicissitudes parecem não fazer diferença. A Maria sempre preparada para um novo desafio, sempre a provar que quase tudo se ultrapassa. Boa disposição e um sorriso fácil fazem com que a sua vida pareça sempre mais simples que aos demais, se calhar até é, provavelmente tenta digerir em vez de absorver e isso fá-la continuar a sorrir.
Cruzei-me com a Maria, conversámos e percebemos que a máxima do saber viver é o segredo. A Maria tem aprendido a saber viver, tem como máxima acreditar que o melhor ainda está para vir. É uma crente no futuro. Sabe que não se vive do passado. Sabe que não pode mudar o mundo mas pode mudar a sua vida e canalizar as suas emoções de modo proveitoso. Sabe o que não quer, até porque o que quer pode mudar repentinamente. A Maria de vida recheada e sempre pronta a ajudar, a ouvir, a partilhar, também esta Maria tem os seus problemas. Também esta Maria tem frustrações, também ela se sente só, também ela sofre, também chora...esta é só mais uma das Marias deste mundo. Nos milhares de Marias a diferença reside no modo como encaram as situações, como se mostram ao mundo e essencialmente no modo como acreditam. Dias bons, dias menos bons e um projecto de vida, um caminho em busca de melhor, de realização, de sucesso, de felicidade. Sem sair do trilho lá vão as Marias em busca da meta. Umas hão-de lá chegar , outras nem por isso. Também eu sou uma destas Marias, em comum o sorriso e as frustrações. Há por aqui alguns paralelismos. Até na questão do amor, há karmas que se repetem. Há Marias com histórias menos fáceis, há Marias que por mais que lutem mais parece que não conseguem lutar com o invisível e acabam a perder, outras não. Há histórias começadas por "era uma vez" que facilmente poderiam começar por "uma outra vez"....
Desistir? Jamais, eu sou uma crente e uma Maria que vai chegar à meta. Se têm dúvidas convido-vos a estarem na meta à minha espera....até já!

Porque algo me lembrou isto.....