segunda-feira, 6 de julho de 2009
Juízo
Depois de muitas tormentas com os dentes percebi com o meu dentista que o melhor que por ali havia eram mesmo os sizos. Parece que os meus dentes do juízo, ao contrário da maioria dos mortais, eram o que de melhor existia. Até hoje! Hoje lasquei um desses preciosos dentes. Será que finalmente vou perder o juízo? Se calhar até dava jeito. É que às vezes é bom variar. A ver vamos....
Rotundas e burros...
Já não é a primeira vez que falo aqui sobre rotundas. Desta vez acrescentei um burro à história, também podia ter sido um camelo, mas já que estamos em fim de legislatura não quero que achem que me estou a pôr com o Mário Lino.
As já famosas rotundas são uma forma ainda recente e na moda de escoar trânsito. As regras continuam sem ser cumpridas, mas o pessoal já não se imagina sem elas. Noutros tempos seria impensável construirem-se estruturas redondas no meio das estradas. Compreende-se, foi a evolução, o crescimento do parque automóvel. Imaginem pôr um burro de palas nos olhos às voltas numa rotunda. Pobre animal, os burros são para andar em frente e as ditas palas permitem que se concentrem no caminho. Ai, as estradas realmente evoluíram bastante, nós é que não. Quantas vezes ficamos às voltas com determinada coisa e não nos permitimos olhar em redor todos os caminhos disponíveis, quantas vezes recusamos teimosamente tirar as palas, quantas? Pura tontearia de quem já devia ter percebido que sem vislumbrar horizontes pode dar voltas e mais voltas sem encontrar a saída. Uma volta e outra, uma volta que volta na volta, volta. Uma volta que por mais voltas que se dê não tem volta a dar-lhe. Há momentos tão circulares como rotundas. Há momentos onde se pergunta: "e o burro sou eu?" Quanto a mim tenho a resposta, depois de muita volta sem volta, eu já fui o burro. Felizmente percebi a tempo que tanta volta só poderia levar-me a ficar tonta e desorientada. Atirei as palas para longe, recusei andar para trás e sai na primeira à direita. Porquê? Nem eu sei, talvez porque era a saída mais próxima, e o desejo de viver era muito. Sobrevive-se entre cada volta, mas perde-se muito por teimosia. Ninguém aguenta andar às voltas tempo sem fim, para no final ir sempre parar a algum sítio por onde já passou. São assim as rotundas, as histórias circulares e alguns burros que por lá andam.....
E um dia chegou uma "new soul"
As já famosas rotundas são uma forma ainda recente e na moda de escoar trânsito. As regras continuam sem ser cumpridas, mas o pessoal já não se imagina sem elas. Noutros tempos seria impensável construirem-se estruturas redondas no meio das estradas. Compreende-se, foi a evolução, o crescimento do parque automóvel. Imaginem pôr um burro de palas nos olhos às voltas numa rotunda. Pobre animal, os burros são para andar em frente e as ditas palas permitem que se concentrem no caminho. Ai, as estradas realmente evoluíram bastante, nós é que não. Quantas vezes ficamos às voltas com determinada coisa e não nos permitimos olhar em redor todos os caminhos disponíveis, quantas vezes recusamos teimosamente tirar as palas, quantas? Pura tontearia de quem já devia ter percebido que sem vislumbrar horizontes pode dar voltas e mais voltas sem encontrar a saída. Uma volta e outra, uma volta que volta na volta, volta. Uma volta que por mais voltas que se dê não tem volta a dar-lhe. Há momentos tão circulares como rotundas. Há momentos onde se pergunta: "e o burro sou eu?" Quanto a mim tenho a resposta, depois de muita volta sem volta, eu já fui o burro. Felizmente percebi a tempo que tanta volta só poderia levar-me a ficar tonta e desorientada. Atirei as palas para longe, recusei andar para trás e sai na primeira à direita. Porquê? Nem eu sei, talvez porque era a saída mais próxima, e o desejo de viver era muito. Sobrevive-se entre cada volta, mas perde-se muito por teimosia. Ninguém aguenta andar às voltas tempo sem fim, para no final ir sempre parar a algum sítio por onde já passou. São assim as rotundas, as histórias circulares e alguns burros que por lá andam.....
E um dia chegou uma "new soul"
domingo, 5 de julho de 2009
Clones, gremlins e afins...
Clones?! Qual ovelha Dolly! Cada vez conheço melhor a ciência da clonagem. Incrível! Se não assistisse nem acreditava, mas a verdade é que há comportamentos que só consigo explicar por este processo científico. A formula é quase tão certa como 2+2=4! As reacções são as mesmas, comportamento X desencadeia reacção Y. Tornou-se tão previsível que tirou lugar à surpresa. Os humanos começam a perder pontos. Estes clones crescem, em número, tão rapidamente que mais parecem os velhinhos "gremlins" que não podiam apanhar água que se reproduziam! Perdoe-me o trabalho que a sociedade tem tido a criar todos estes clones tontos e egoístas, mas eu sou do século passado e prefiro os gremlins. São o que são e nem aquele ar estranho lhes tira a magia. Tou farta de clones cheios de estratégias auto promocionais e marketing enganoso. Clones que não têm a capacidade de sorrir com a felicidade dos outros. Que se enganam a si próprios, que usam estratégias puramente irracionais para atingirem determinado fim, que não se importam com quem está do outro lado, desde que satisfeitas as suas necessidades. É o egoísmo puro e duro e não há onde reclamar, no final não foi nenhum laboratório a criá-los, foi a sociedade, fomos nós...Não têm nenhuma marca que permita visualizar para além da aparência, tantas vezes lobos com pele de cordeiro. São aquilo a que chamo de clones de perfil psicológico. São reflexo do que menos bom trouxe a evolução, principalmente para eles, é que nunca alcançam a estabilidade que lhes permitiria serem felizes. Fazem falta uns "ghost busters" que lhes fizessem uma limpeza a tanto recalcamento e maldade. Até lá, espero uma chuvinha que faça com que os meus queridos "gremlins" se reproduzam em larga escala e animem estes planeta....
Não
Nunca percebi porque é que a maior parte das pessoas têm uma enorme dificuldade em dizer "Não". Utilizamos muitas vezes o "sim" com um grande sorriso e quando é preciso dar um "não" mais parece que vem algum imposto associado! O "sim" e o "´não" são tomadas de posição que se situam exactamente no mesmo patamar, o das decisões e da vontade. A nível de consequências é exactamente igual, basta que seja uma decisão honesta. Lido muito melhor com as consequências de um "não" do que com a falsidade de um pseudo "sim" daqueles que são só para agradar ou não parecer mal. Desculpem mas já dei para o peditório de frete.. Obviamente temos de ceder nalgumas situações, por bom senso, contudo em algumas outras a nossa vontade, ou aquilo que é melhor para nós, tem de prevalecer.
Hoje já tive de emitir um "não" bem sonoro. E não foi propriamente um daqueles que caiem bem. Caiu tão mal quanto o assunto que o provocou. Há pessoas que acham sempre que os outros têm de ouvir a sua vida e as suas sucessivas histórias de desfecho infeliz. São anos de histórias miseráveis que, no início, me pareciam quase azar e me faziam ouvir e dar atenção. Os anos passaram e as histórias sucederam-se. Há os que têm tendência para o drama, diria mais que têm como modo de vida "cavar o buraco" onde caiem constantemente. Perdi a paciência para alguém que nem sequer é amigo, que é simplesmente funcionário da mesma empresa. Perdi a paciência para a coitadinha que só o é por mérito próprio. Talvez não tenha culpa daquilo em que se tornou mas, na verdade, continua a cometer sempre os erros que a levam ao triste desfecho. Não tenho pena ou compaixão. Quando a burrice atinge determinados limites eu desisto. Hoje disse: "não quero ouvir, não quero saber". Simplesmente paciência tem limites e a minha chegou ao fim. Onde andará o amor próprio destas pessoas? Já tentei que o descobrisse, não resultou! Desisti e não quero saber de mais uma história igual em quase tudo. Não quero saber de algo que nunca vai mudar, não quer que me consuma a minha boa energia. É um direito que tenho, não vou poder ajudar, não sou profissional da área da saúde e pura e simplesmente não me pagam para ouvi-la. É o bom senso de dizer "não" a algo que não me faz bem. Depois deste "não" acho que ficou claro....Não, não , não quero saber! A verdade é que pela primeira vez se fez silêncio! Incomodativo? Nada disso, aquele "não", como que por magia, gerou um silêncio que foi música para os meus ouvidos....
Hoje já tive de emitir um "não" bem sonoro. E não foi propriamente um daqueles que caiem bem. Caiu tão mal quanto o assunto que o provocou. Há pessoas que acham sempre que os outros têm de ouvir a sua vida e as suas sucessivas histórias de desfecho infeliz. São anos de histórias miseráveis que, no início, me pareciam quase azar e me faziam ouvir e dar atenção. Os anos passaram e as histórias sucederam-se. Há os que têm tendência para o drama, diria mais que têm como modo de vida "cavar o buraco" onde caiem constantemente. Perdi a paciência para alguém que nem sequer é amigo, que é simplesmente funcionário da mesma empresa. Perdi a paciência para a coitadinha que só o é por mérito próprio. Talvez não tenha culpa daquilo em que se tornou mas, na verdade, continua a cometer sempre os erros que a levam ao triste desfecho. Não tenho pena ou compaixão. Quando a burrice atinge determinados limites eu desisto. Hoje disse: "não quero ouvir, não quero saber". Simplesmente paciência tem limites e a minha chegou ao fim. Onde andará o amor próprio destas pessoas? Já tentei que o descobrisse, não resultou! Desisti e não quero saber de mais uma história igual em quase tudo. Não quero saber de algo que nunca vai mudar, não quer que me consuma a minha boa energia. É um direito que tenho, não vou poder ajudar, não sou profissional da área da saúde e pura e simplesmente não me pagam para ouvi-la. É o bom senso de dizer "não" a algo que não me faz bem. Depois deste "não" acho que ficou claro....Não, não , não quero saber! A verdade é que pela primeira vez se fez silêncio! Incomodativo? Nada disso, aquele "não", como que por magia, gerou um silêncio que foi música para os meus ouvidos....
sábado, 4 de julho de 2009
Fantasmas...
Hoje fiz a tentativa de vencer um medo. Posso dizer que está practicamente ultrapassado. É giro perceber que é tudo uma questão de mentalização, é o querer e a confiança de que somos capazes. Hoje foi um dia de vencedores! Mais alguém deu uma grande passada para ultrapassar o passado. Chamo-lhe: vitória do amor próprio e dá-me a certeza de que afinal em muitas coisas basta querer e acreditar. Enfrentar os nossos "fantasmas" é a prova de que vencer batalhas é uma forma de evolução, crescimento e sobrevivência. "Yes, we can"
Why? Why not?
Posso não ter a certeza se é certo ou errado. Nunca sabemos, é sempre o tempo que permite a resposta! Contudo sei que não tenho nada a perder, a verdade nunca trouxe más consequências. A diferença de tudo isto reside essencialmente na maturidade, é que se há alguns anos eu teria certamente problemas em assumir, hoje considero que há coisas que não podemos controlar e que não temos de nos envergonhar por isso. Fazem parte de viver, de saborear honestamente sem bloqueios o que nos vai na alma e no coração. Por isso, e só para rematar digo: why? Why not??
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Em breve a meta....
Tornou-se quase um hábito conhecer as pessoas que me são mais próximas quando estas estão menos bem. Variados motivos, situações tão semelhantes e sempre o mesmo sofrimento, sempre o bloqueio que os impede de caminhar, o sonho de ultrapassar e a inércia que tantas vezes se torna num hábito de quem se acomoda e encontra uma zona de conforto. Uns acomodaram-se, outros ultrapassaram e voltaram a sorrir, renasceram, cresceram e tornaram-se muito melhores...
Horas de conversa e cumplicidade, tempo de chamar a realidade e a razão. Tempo de acreditar que para a frente é o caminho e que todos já passámos por momentos semelhantes e ultrapassámos com a vantagem de retirar daí aprendizagem. Estive presente na vida de alguns de forma bastante activa quando precisaram, gosto de pensar que fui importante na evolução e nos sorrisos. Quantas vezes tive de ser dura, de por o dedo na ferida, de arriscar sem saber as consequencias, não creio que alguma vez o resultado tenha sido negativo. Algumas vezes pensei: será que isto é um karma, que não há gente que pura e simplesmente viva calmamente e sem problemas?! Claro que há, no fundo nenhum deles tinha um problema de maior, sobrevalorizaram emoções, tiveram dificuldade em ultrapassar rejeições, faltou-lhes a racionalidade dos que estão de fora para terem a capacidade de não fazerem tempestades em gotas de água. Esse foi o meu papel, sem achar que sei mais ou menos, sem pensar que posso salvar o que quer que seja. Ouvi muito, ouvi sempre até ao ponto de ter de intervir no sentido da razão. Lembrei-lhes sempre que o mais importante era o amor próprio, o motor que nos torna capazes de ultrapassar tudo.
Custa-me muito ver sofrer, mas tenho a certeza absoluta que é uma forma de aprendizagem e crescimento sem igual. É o que tem de ser e as coisas só têm a importancia que lhes atribuímos. Como humanos devíamos usar muito mais a flexibilidade mental que nos permite progredir, mas não somos perfeitos!
A ti, só para ti neste preciso momento: sabes aquilo que és, o que queres, o que não queres, o que tens para dar, a pessoa fantástica que és, o amor que tens dos que te rodeiam e tantas outras coisas, tantas....sabes a pessoa fantástica que és, que sempre foi determinada e cheia de objectivos. Espero mesmo que utilizes algo que abunda nessa cabeça: inteligência. Gosto muito de ti e só mesmo isso tem permitido explorar este assunto até à exautão. Sonho com o dia em que não haja necessidade de se falar de algo morto onde tudo já foi dito, analisado e concluído. Esse dia vai decerto chegar e é provavelmente ai que vou conhecer-te livre e de sorriso aberto. Continua a caminhada cuja meta é um sorriso aberto e honesto. Estarei lá para te dar um abraço e os parabéns por teres chegado, a nenhum lado em especial, à meta onde todos chegam. Sabes qual é a diferença?! É quem temos na meta à nossa espera depois de tão longo percurso, essa é a diferença....beijo!
Horas de conversa e cumplicidade, tempo de chamar a realidade e a razão. Tempo de acreditar que para a frente é o caminho e que todos já passámos por momentos semelhantes e ultrapassámos com a vantagem de retirar daí aprendizagem. Estive presente na vida de alguns de forma bastante activa quando precisaram, gosto de pensar que fui importante na evolução e nos sorrisos. Quantas vezes tive de ser dura, de por o dedo na ferida, de arriscar sem saber as consequencias, não creio que alguma vez o resultado tenha sido negativo. Algumas vezes pensei: será que isto é um karma, que não há gente que pura e simplesmente viva calmamente e sem problemas?! Claro que há, no fundo nenhum deles tinha um problema de maior, sobrevalorizaram emoções, tiveram dificuldade em ultrapassar rejeições, faltou-lhes a racionalidade dos que estão de fora para terem a capacidade de não fazerem tempestades em gotas de água. Esse foi o meu papel, sem achar que sei mais ou menos, sem pensar que posso salvar o que quer que seja. Ouvi muito, ouvi sempre até ao ponto de ter de intervir no sentido da razão. Lembrei-lhes sempre que o mais importante era o amor próprio, o motor que nos torna capazes de ultrapassar tudo.
Custa-me muito ver sofrer, mas tenho a certeza absoluta que é uma forma de aprendizagem e crescimento sem igual. É o que tem de ser e as coisas só têm a importancia que lhes atribuímos. Como humanos devíamos usar muito mais a flexibilidade mental que nos permite progredir, mas não somos perfeitos!
A ti, só para ti neste preciso momento: sabes aquilo que és, o que queres, o que não queres, o que tens para dar, a pessoa fantástica que és, o amor que tens dos que te rodeiam e tantas outras coisas, tantas....sabes a pessoa fantástica que és, que sempre foi determinada e cheia de objectivos. Espero mesmo que utilizes algo que abunda nessa cabeça: inteligência. Gosto muito de ti e só mesmo isso tem permitido explorar este assunto até à exautão. Sonho com o dia em que não haja necessidade de se falar de algo morto onde tudo já foi dito, analisado e concluído. Esse dia vai decerto chegar e é provavelmente ai que vou conhecer-te livre e de sorriso aberto. Continua a caminhada cuja meta é um sorriso aberto e honesto. Estarei lá para te dar um abraço e os parabéns por teres chegado, a nenhum lado em especial, à meta onde todos chegam. Sabes qual é a diferença?! É quem temos na meta à nossa espera depois de tão longo percurso, essa é a diferença....beijo!
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