quarta-feira, 20 de maio de 2009

Um dia vou...

Hoje alguém me disse:"perde o medo".
Tens razão amiga, tenho muita vontade de voar, mas às vezes parece que algo me prende. Preciso de me deixar ir, de perder o medo! Parafraseando-te: "o medo vai até onde o inevitável acontece!"
Obrigado amiga!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Ouvir...ouvir...ouvir

Há dias em que a paciência é explorado ao limite, hoje é dia! Isto hoje virou consultório de psicologia e às vezes até parece que esperam uma resposta. Há dias assim, dias em que todos têm qualquer coisa para desabafar. Quantas vezes digo: mas eu não quero saber isto, eu não perguntei nada. Provavelmente isto já era esperado, deve ser esse o motivo de ter uma clausula de sigilo no meu contrato de trabalho! Mas a verdade é que parece que se sentem confortáveis e não são poucas as vezes que me escolhem para ouvinte. Felizmente sou uma boa ouvinte e parece-me que um destes dias ainda recebo dois ordenados...e se contribui para melhorar o espírito de alguém isso já me deixa contente. Venha mais uma história que o turno ainda não acabou....

domingo, 17 de maio de 2009

E a linha chegou ao fim...

Estranha sensação! Depois da visita de ontem ao IPO e do relato de sentimentos que fiz no texto anterior a notícia chegou. Aquilo a que ontem chamei "fim de linha" não podia estar mais certo. Vinte e quatro horas depois o fim chegou. Os sentimentos misturam-se, principalmente depois de ter dito que esse era um desejo, que desistisse, que se deixasse levar. E deixou-se mesmo. Embora por momentos quase tenha sentido culpa de tal desejo sou obrigada a aceitar que a isso se chama ser justo. Obviamente custou-me muito tal pensamento e a forma rápida como tudo sucedeu. Fico contente por ter lá ido ontem, por no seu fim ter dado uma palavra de carinho, por ter conhecido alguém extraordinário que até aos seus últimos dias lutou de forma inigualável. Chegou a hora de descansar, que tenha finalmente a merecida paz

sábado, 16 de maio de 2009

"Fim de linha"

Digo imensas vezes que não tenho medo de morrer, embora adore viver e queira viver muito. Tenho sim medo do sofrimento. Cheguei agora de uma visita ao IPO, o hospital que em muitos casos representa o "fim de linha". É uma sensação estranha que nos faz pensar o quão egoístas somos quando nos queixamos de coisas insignificantes. Ali estive perto do verdadeiro sofrimento e da resistência humana, da luta de alguém que mesmo sabendo que não vai vencer continua a luta. Uma luta à muito perdida, uma dor agonizante de alguém que por algum motivo ainda está agarrado à vida ou ao que resta dela. Não lhe posso chamar viver, viver é poder sentir, é ser livre, que é tudo o que já não lhe resta. Só posso dizer que recebi uma lição de vida, vi de perto o que ninguém deveria ter de passar, vi aquilo que é o fim trágico de uma vida que ainda tinha muito para dar, vi o que muitos não querem ver, a agonia desnecessária que culminará em morte, a agonia sem volta.
Corredores com um cheiro característico e famílias inteiras unidas no sofrimento. Questionei muita coisa, desde o sentido da vida à eutanásia. Saí de lá a desejar que desista, parece estranho mas é verdade, saí a desejar que aquele sofrimento desumano acabe, que aquele corpo alimentado a morfina que mal consegue respirar, se deixe levar para qualquer lado onde possa ter paz, onde possa descansar de uma batalha invencível. Cheguei a casa num turbilhão de sentimentos mas com a certeza de que ter saúde é poder viver, mais do que qualquer outra coisa: saúde! Que o resto vem por acréscimo....

Parabéns ao Cristo Rei


Meio século a olhar Lisboa de braços abertos. Imponente e com uma vista magnífica. Tive a sorte de o ter visitado diversas vezes, uma das quais por motivos profissionais deu-me a oportunidade de passar lá um dia inteiro e ver um por de sol magnífico. Um dia que ficou na memória. Parabéns Cristo Rei, quantas vezes já me apeteceu fugir para perto de ti, para estar tão longe e tão perto, para vislumbrar do alto a vista magnífica que é a cidade de Lisboa...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

O que ai vem...

Eu peço sol e alguém comenta dizendo: "és muito estranha". Pois sou, como todos somos na nossa diferença. Provavelmente quem comentou gostará mais de chuva ou frio, que eu também gosto. São prazeres distintos! Na verdade estou cheia de saudades de sol, de chinelos, de praia, de finais de tarde onde o tempo parece parar, de noites amenas à conversa, de sentir a liberdade que só os dias grandes e quentes nos transmitem.
E como sou uma pessoa estranha tenho saudades de algo bem estranho: de conduzir de vidro aberto, de braço de fora...de fazer estas figuras menos felizes que tanto prazer me dão, que me fazem sorrir. É que gosto de prazeres simples...

O sentido

Se tudo o que faz sentido deixar de ter sentido?
O sentido só faz sentido quando sentido. E mesmo o que parece não fazer sentido hoje, amanhã pode fazer todo o sentido. Pode mesmo ser o verdadeiro sentido. Quem sabe?